De acordo com
as teorias estudadas de cada deficiência foi possível notar o quanto é
importante desvendarmos o que cada pessoa tem para oferecer. Todos nós temos
capacidade para realizar algo, mesmo diante das nossas limitações. Assim é a
mesma coisa com as pessoas que tem alguma deficiência. Precisamos salientar o
que ela tem de especial e não ficar destacando o que ela não pode fazer.
A escola inclusiva é aquela que os
alunos constroem o conhecimento segundo sua capacidade e tem o direito de
expressar suas ideias. Os alunos não são selecionados como especiais ou comuns
todos se igualam pelas suas diferenças. Portanto, para que TODOS tenham direito
de participar do processo escolar não é possível trabalhar com modelos
padronizados.
No AEE o professor deve oferecer várias
maneiras de ensinar, cada aluno deve ter seu plano de AEE individualizado, pois
ele vem complementar e/ou suplementar a formação do aluno com recursos específicos
para que ele tenha maior autonomia no contexto e escolar e social.
Segundo Itálo Calvino, as regras não
podem ser padronizadas, como cita o pensamento de senhor Palomar que achava que
com modelos prontos obteria sucesso com todas as pessoas. Cada um tem sua singularidade
e cada caso precisa ser estudado para atender a necessidade de cada um. “É
melhor que a mente permaneça desembaraçada, mobiliada apenas com a memória de
fragmentos de experiências e de princípios subentendidos e não demonstráveis.” Pois
assim, nós como educadores atuais e professores de AEE temos que ter uma visão
mais ampla de como incentivar nossos alunos. Precisamos ter a percepção da capacidade
de cada um e desvendar qual o melhor caminho para que ele se torne mais autônomo
na sua vida escolar e social.
Referências Bibliográficas:
- EDILENE APARECIDA ROPOLI [et.al.], A Educação Especial na Perspectiva da
Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva. Brasília: Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Especial, v1, 2010.
- ITALO
CALVINO, O modelo dos modelos, UFC, 2014.
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